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terça-feira, 16 de junho de 2015

Você se sente rejeitado(a)?

Essa semana foi estranha... mas serviu para uma ótima reflexão que quero compartilhar com vocês. Falo com muitas pessoas, todos os dias e semana que passou houve algo como que uma sintonia do universo, que fez virem até mim pessoas vivendo uma situação semelhante de sentimento de rejeição e pude ver de perto que em todos os casos um comportamento era comum: o vitimismo. Nenhuma delas em momento algum assumia algum nível de culpa ou responsabilidade por estarem sendo rejeitadas e em contrapartida, todas colocavam nos outros todo o peso de seus problemas e dores. 

O fato mais interessante é que se sentaram diante de mim no início da consulta com olhos tristonhos, ombros caídos, quase que me implorando:" Pelo amor de Deus, me faz um afago" - buscando na consulta a certeza de que realmente são pobres vitimas e merecedoras de misericórdia, mas apesar da postura derrotada e da expressão facial  sofrida, eu sentia em todas elas uma força agressiva intensa, camuflada, engolida à seco, mas que ficava nítida aos meus olhos e sentidos e me perguntava: Para onde vai toda essa raiva? Foi então que me veio o insight de destrinchar durante a consulta aquele universo submerso. 

Nada fácil... quando a cliente perguntava " O que ele sente por mim?"  Além de responder sua pergunta eu emendava à resposta também os porquês, cá entre nós, sabemos o quanto é difícil para qualquer pessoa aceitar e encarar seus erros, defeitos e deslizes, mas eu senti uma intuição muito forte de que precisava insistir em trazer a tona tudo aquilo que se escondia por trás daquele sentimento de vitima e foram realmente incríveis as descobertas, assustadoras no início com a negação, depois a aceitação com frustração e raiva e por fim o entendimento com as lágrimas e o alívio.

O que eu aprendi? Toda vez que nos vitimizamos colocamos sobre os ombros todo o peso daquilo que escondemos: culpas, responsabilidades, medos, fraquezas... tudo dentro de um imenso saco invisível que carregamos inconscientemente e pesa muito, os ombros cedem. A gente não quer olhar para esse saco, nem tão pouco saber o que tem lá dentro, preferimos carregar o peso e continuar acusando tudo e todos, menos nós mesmos. Ficamos cansados, oprimidos, exaustos porque queremos que alguém tire de nós esse peso, a dor não é nossa, foi o outro que colocou aqui, foi o outro que me deixou assim e isso traz a agressividade, a revolta, a ira.

Porque será que acontece a rejeição? Será que a culpa realmente é do outro? Será que o ser rejeitado nunca fez nada de errado mesmo? Penso que um relacionamento sempre se baseia no comportamento de duas pessoas, quando as coisas boas acontecem é por conta da ação de ambos e porque não seria igual quando ocorrem situações difíceis? É muito cômodo depositar no outro a culpa por ter caído num buraco, mas que tal assumir sua parcela de culpa também e sair por alguns momentos dessa postura de vitima?

Se a pessoa te rejeita esteja certo(a) de que você teve atitudes ou comportamentos que provocaram isso. A vida funciona em forma de trocas energéticas, quem emana valor consequentemente é valorizado, quem emana baixa auto-estima e insegurança faz com que os outros o sintam fraco e o tratem com desvalor. Nenhuma pessoa permanece impune às respostas da vida, por isso os convido a refletir no que andaram fazendo, oferecendo ou demonstrando ao outro para que assim entendam os porquês de tudo.

Lamentações e queixas nunca levaram alguém a lugar algum, só servem para te afundarem mais ainda neste buraco que se permitiu cair. Quem se lamenta apenas consegue provocar pena nas pessoas e isso é péssimo! Não tem sentimento mais decadente, pois te diminui, te anula e te desvaloriza. Quer sair da rejeição? Reveja suas posturas.

Não é simples mostrar os monstros, não é simples enxergar, mas esse exercício com meus clientes me serviu muito para entender melhor sobre a rejeição e suas nuances e principalmente me fez ver que vale a pena ir além, ir a fundo na intuição e que as pessoas muitas vezes precisam que alguém lhes acenda uma vela.

Uma consulta de tarô não pode ser simplesmente feita de perguntas e respostas, se limitar a apenas responder o que o cliente pergunta, o impede de ver além, o impede de receber o que o universo tem para ofertar e continuo cada vez mais firme com o pensamento de que o tarô é uma ferramenta terapêutica e o tarólogo, o profissional dotado de ferramentas de conhecimento, intuição e ética, o elemento fundamental para levar as pessoas a uma viagem interior.






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